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domingo, agosto 19, 2007

Eis aqui o Novo Brasil de Paulo Zotollo!


Vamos fazer uma brincadeira:

Se você não achar nada estranho neste mapa "atualizado" aqui do lado, é porque você concorda com o Paulo Zottolo, o tal presidente da Phillips do Brasil e presidente do Movimento Pseudo-Cívico Cansei - Uma compilação da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que fez muito sucesso em 1964, que neste ano não foi lá grande coisa. o Movimento diz reunir 5 mil pessoas, os gambé dizem que no máximo 2 Mil e ainda por cima, pessoas que estavam passando por lá como não quer nada só pra saber o que está acontecendo.

Gente! Vamos lá vocês conseguem!
O Mapa Zottoliano 2007 esta atualizadíssimo segundo a mentes de Anciões Corporativistas da Paulista. Se você vive no Burgo (Oops! quis dizer São Paulo) e odeia Geografia, a brincadeira será muito mais divertida - ainda mais, o país não é tão grande assim.

Mas as minhas mensagens vão mesmo pro Zottolo.

Eu concordo sim dar cara a um Novo Brazil: que mudemos a Legislação e Constituição, uma nova estirpe de deputados federais (que tal os anciões da Fiesp?) Concordo também que não devemos criar mais Unidades Federais e sim delimitar os Estados já existentes e extinção de outras. Algo mais moderno para mudar este Brasil antigo e arcaico que não segue a Lei de Mercado em moldes "The American Way"...

Concordo com você, Zottolo! Precisamos de um Novo Brazil. A nova nação com seus quintais extirpados aniquilará toda a assombração - pelo menos no papel - da pobreza que assolava o velho país. É isso mesmo, por decreto evaporamos todos os miseráveis que contaminaram o país que não faz parte do sonho da nação perfeita (como você mesmo sugeriu).
Lutemos para o único problema que paira sobre o país - a queda dos aviões e aeroportos sem manutenção - Não precisamos mais reclamar de nada no novo governo, o mundo é cor-de-rosa, não é mesmo?

Não pude ir para a Segunda Grande Marcha da Família com Deus pela Liberdade em pró aos direitos cívicos do brazileiro porque eu também cansei!

Eis também, Zottolo, apresentar a Nova Majestosa Bandeira do Brazil Novo, que simplifica a unicidade da nação em uma só estrela, um só destino, uma só língua, um povo unido caminhando para o Futuro:




sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Começa um novo Brasil - em Brasília

Parlamento de roupa nova
(Escrito por José Sarney, ex-presidente da República, senador e integrante da Academia Brasileira de Letras - Jornal JB no dia 02/02/07)

Ontem instalou-se uma nova Legislatura. Longe está o tempo em que esse fato não era tido como o exercício da rotina da democracia representativa. O Brasil atravessou o seu gargalo político com absoluta tranqüilidade e sabedoria. Muitas nações ainda patinam nessa direção, algumas com grande desenvolvimento econômico. A China em algum momento terá de confrontar-se com a liberdade política. Na antiga Cortina de Ferro, muitos países ainda têm hipotecas democráticas a pagar.

O Brasil foi a mais exitosa transição de saída de um regime autoritário para a plenitude democrática. Com tal vigor, com tamanha solidez, que nos tornamos uma grande democracia, com mais de 100 milhões de eleitores a votar sem problemas.

Instala-se a nova Legislatura com a posse dos deputados e de um terço do Senado. A Legislatura que se encerra não deixa saudades. Será lembrada sempre pelos inúmeros erros de alguns deputados, com fatos que jamais podíamos pensar que acontecessem e, revelados, causaram grande impacto na opinião pública e prejudicaram a imagem do Parlamento.

O Legislativo é sempre um grande alvo. Pode ser o pior possível, mais é melhor do que não ter nenhum. Em grande parte ele reflete a sociedade. É o único poder cujas decisões são tomadas abertamente, sob os olhos da nação. Por isso ele pode ser fiscalizado com maior rigor. Muitas vezes foi vítima de grandes violências. Foi fechado, o que nunca aconteceu com os outros poderes. Antigamente, pela força. Hoje, com a comunicação em tempo real, é alvo de violências de massa. Há alguns meses tivemos o episódio lamentável de depredação e invasão da Câmara dos Deputados. No Equador, o novo presidente instiga seu fechamento pelo povo, que a ocupa e destrói. Na Venezuela existe a Câmara unânime, que se reúne acocorada na rua para delegar seu poder de fazer leis ao presidente. Na Bolívia a situação não é diferente e o parlamento está sob pressão popular, a ameaçá-lo, ditando como deve comportar-se.

Mas a verdade é que o parlamento é o coração da democracia. Sem parlamento não existe democracia e com parlamento fraco a democracia é frouxa.

Que os novos parlamentares - e os que retornam - tenham a consciência dos seus deveres morais e de suas responsabilidades políticas. A instituição parlamentar, hoje, não está em crise: está totalmente destituída de respeitabilidade pública. A tarefa de restaurá-la é dos eleitos, mas de preservá-la é do povo. Quando o Parlamento não existe, as liberdades estão em risco. Não queremos que o nosso seja igual ao de Caracas, Quito ou La Paz. Nem queremos que seja como foi nos últimos quatro anos. Roupa nova e limpa é o que pede o país.