sábado, fevereiro 10, 2007

"Mundo Paralelo #3"

"Restaram simplesmente os "Eternos Campos de Morangos", o sonho não pode ter acabado!"
Yoko Ono

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(...Falando em Eternos campos de morangos, disponibilizei pra baixar "The Beatles - Strawberry Fields Forever" em uma outra versão aqui no 4 Shared)
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Momentos Deixas

1° deixa -
Chega de "reblogagem", agora mão as obras, senhores!


2° deixa -
Tenho uma reclamação muito séria para fazer contra a Operadora de Celulares VIVO, que me deixou anestesiado e muito MORTO com tanta falta de respeito com seus clientes mais as mentiras que somos obrigados a engulir, em Breve aqui!


3° deixa - Também estou de olho nos novos parlamentares que compõem a "nova cara" da política brasileira - um tanto quanto estranha.
Esperamos que tenha pouca "Lulagem", e que os Mamukils do PT não subam do escuro do poço profundo, de onde devem ficar!
(Mas que Clodovil Hernandes foi um arraso, aaah se foi!)


4° deixa - Este ano promete para todos nós!
Pelo menos para meu amigo e eu, um novo blog conjunto e mais um podcast! Aguardem.

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Imagem: um 'Pin-Up' retirado de Sister Bloc Atelier (clique na Imagem)

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Kilt, Kilt, Kilt!


Hey, você aí que está querendo usar um Kilt!

Informações sobre Kilts, em Português, são horríveis! Tudo que temos de informação é o que lemos no Wikipédia e em algumas matérias soltas por aí na net (como por exemplo, neste Blog).
É claro que, se você está lendo este texto, é porque está querendo um daqueles saiotes escoceses, não é?
Então, por muitos motivos, resolvi passar a minha experiência de como ter e usar um kilt, já que ninguém gosta de falar sobre "homens de saia":

(A idéia não é falar da história e da heráldica do kilt que todos com certeza já sabem, mas sim a de falar para aqueles que estão loucos para ter um kilt e não conseguem informações e conhecimentos do dia-a-dia do traje. Disponibilizo apenas o que sei - e ainda é pouco - mas é de alguém que usa quase sempre e olha para os lados. Explicarei de forma simples e informal, desculpem os eventuais erros de Português.)


1° - O básico para se confeccionar um Kilt.
Primeiramente, você está fazendo o certo em tentar se informar pelo menos do primordial. Não é tão simples ter uma "saia masculina", você tem que saber antes de tudo o porque e pra que ter um kilt na sua coleção, já que você vai se acostumar e cansar de tanto ver pessoas te olhando como se não fosse deste planeta - principalmente se você mora numa cidade pequena ou distante da metrópole.

Quer importar um kilt da Escócia?
Esqueça!
A não ser que você, meu amigo, tenha muito dinheiro:

Um kilt destes de qualquer família "Mc'Seylaoke" vai custar um tanto em Libras Esterlinas (a moeda inglesa). Diga-se £500,00 para um traje tradicional que nos deparamos na TV, o que, transformando em Reais, dá mais ou menos a bagatela de R$1,500,00 (fora o imposto de 60%), o que renderá 3.000 Reaisitos ou mais; e virá apenas o básico - o kilt!

(Não me pergunte quanto ficará o kit completo.)

Há poucas cidades no Brasil onde o uso de kilts pode se dizer 'normal' no dia-a-dia. Existem espaços alternativos que vendem saiotes básicos com preços a partir de R$200,00 a R$450, 00 (ou até mais) como, por exemplo, A Galeria do Rock - em Sampa.
Nunca ouvi falar de pessoas que usam o traje celta em outras cidades do País. Só sei que na região onde moro não é corriqueiro, mas já está se tornando um visual conhecido, porém ainda muito estranho para o restante do povo sem informação.
Muitos apaixonados pelo xadrezado que se interessam pelo assunto desta moda não tem tal acesso a ela e quase sempre se viram nos 30'', buscando informações de sites estrangeiros com padrões de medidas fora do nosso cotidiano.


Então, descubra você mesmo todo o segredo do tal traje. Faça você mesmo o seu kilt e, porque não, fazer também para seu amigo por um bom preço?! Formule você uma possível moda em ascensão!


Tente se informar, por mais que não seja a sua área, de como esses tipos de trajes são feitos. A confecção de um kilt não é padronizada, ele não precisa ser único, pode tanto ser costurado ou mesmo não ter linha nenhuma, esta é a nossa liberdade - fazer um kilt segundo a imaginação.

Não pense que pode fazer um saiote com qualquer pano em qualquer costureira. Muitos acham que pode ser um flanelado básico
por ser 'xadrezada' (muito leve e desbota rápido), que pode resolver tudo, e que uma costureira que saiba fazer saia normal poderá fazer um kilt sem problemas - Errado.

As proporções de um kilt não seguem um padrão, mas seguem uma regra:
veste-se exatamente desde a cintura a dois dedos acima do joelho e que tenha pano necessário para quando você caso se abaixe, o Tartan o cubra completamente, a não ser que queira mostrar o seu saco para os outros!
Sugiro que não seja um kilt fechado como uma saia feminina, mas que seja no estilo envelope (como se enrolasse uma toalha na cintura).
Sugiro também que tenha tiras de couro com fivelas para prender uma ponta do kilt a outra parte. Originalmente, verá duas ou três tiras envoltas em qualquer foto que puder encontrar num site de buscas. (exemplo: Google Images)

Nesta 'brincadeira', você gastará no mínimo 100 reais comprando todos os acessórios que um kilt de verdade pede: Tartan Lizo ou Xadrezada (é mais fácil chegar na loja e pedir por 'lanzinha', é o mesmo pano). O metro pode sair por 30 à 60 reais.

Você tem que pedir 1 ou 2 botões da mesma cor ou parecido com o pano, 2 presílias, linha, 3 tiras de couro e 3 fivelas. A confecção pode ser do jeito que você quiser, desde que não não fuja da regra de como fazer um legítimo kilt.

O tartan não precisa ser basicamente 'xadrezado' como pede "a Santa Sé", você pode pedir também por
um tartan (lanzinha) liso como os kilts irlandeses, que não são estampados, mas não deixam de ser tão bonitos quanto os Kilts escoceses.

As pregas ficam basicamente atrás do saiote e podem chegar até a lateral, na parte frontal não é pregado.
Tais pregas podem ser do jeito que preferir: ondulado, dobrado ou preso. Que sejam bem juntas e comecem na cintura.
É primordial a colocação de tais pregas para uma locomoção fácil e pela 'aerodinâmica'
(tá, não encontrei a melhor palavra para expressar o conjunto, você entende, certo?)

Para o saiote não ficar rodando na cintura, vai descobrir rápido para que serve um cinto.

Evite costuras laterais (além de deixar o kilt que nem um pastel, vai deixá-lo aberto, vão começar a achar que realmente usa uma saia emprestada da sua irmã colegial!).
As costuras são para apenas fixar as pregas e dobramento das pontas.

Meu amigo,
se sua mãe sabe costurar, não precisa pagar 50 reais (como paguei) pela mão-de-obra.
Basta entregar tudo nas mãos dela, com as medidas que você deseja, fiscalizando sempre de perto. Em menos de 2 dias, você estará na rua usando um kilt com Tartan próprio!

Mais informações, clique aqui (página em inglês)



2° - Outros Acessórios.
Nos kilts envelopados (no estilo "toalha" como falei) existe um pequeno broche, chamados de 'Pin', que prende a ponta no kilt para que ele não fique muito solto e "voe" sem o seu consentimento. Não é necessário tal broche se o saiote estiver bem preso com os cintos das tiras de couro.

O nome daquela bolsa cheia de pêlos na parte frontal do traje se chama Dress Sporran, mas podemos chamar também de 'Borgão'.
A bolsa serve para: guardar objetos. Contra peso para assentar a parte frontal do kilt para baixo e não deixar aparecer partes íntimas, além de proteger as partes íntimas de ataques e - parece piada - esconder excitação e ereção.

Comprar um borgão tradicional custará no mínimo £80,00 (libras).
É mais fácil para nós brasileiros mandar um sapateiro confeccionar o tal Sporran com um custo bem mais baixo, já que ele não entenderia pra que seria tal bolsa...

Já ví gente usando a cuca e não se importar de colocar uma polchete mesmo.




3° - Tradição.
Um escocês usa o kilt sem roupas íntimas (diga-se: cuecas) e não por pura tradição - é Lei!
Porém, a mesma tradição é seguida até por ingleses, galeses, irlandeses, canadenses, unidenses, australianos, argentinos e Brasileiros (sim! Existe a tradicional banda de gaiteiros da Marinha, no Rio de Janeiro)

A história explica a Lei na Escócia: primeiramente não existiam cuecas quando o kilt foi inventado (século XIV).
E na guerra contra a Inglaterra, em pleno campo de batalha, era comum mostrarem a bunda para o exército inimigo como uma ofensa aos modos nobres da realeza.
(Outro exemplo: só assistindo Coração Valente - com Mel Gibson.)

A tradição perdura até hoje em qualquer Pub cheio de escocêses bêbados cantando as famosas 'Irish Drinks'.
Se tiver um inglês no recinto, todos de kilt levantam o saiote e mostram a bunda depois de um Irish Drink, sem precisar ser necessariamente um escocês, já que é uma prática mais comum entre os irlandeses!
Quem conhece a famosa música "Kisses my Irish Ass"? (Beije Minha Bunda Irlandesa.)
Mas não é um exemplo a ser seguido, um irlandês não segue tal tradição usando um kilt, por exemplo - Nem todos mostram a bunda da mesma forma, assim como muitos usam cuecas!

Se caso você se deparar com o Principe Charles na TV (aquele, ex-marido orelhudo da falecida princesa Diana) pode ter certeza que ele não usa roupas íntimas por baixo, pois assim pede a tradição segundo a própria Heráldica.
Se vestem à caráter. Independente de qual momento estejam, terão de seguir a Heraldica de vestimenta tradicional, inclusive mostrando o Clã estampado no xadrezado do Tartan!
Incluindo os meiões ³/4, o cardaço do sapato amarrado, que nem o nosso querido Kichute, etc...




4° - Prós e Contras.
Se você está querendo muito usar um kilt, é porque realmente já está preparado para toda a sorte e problema que há de enfrentar:

- Primeiro problema começa em casa - A barreira é a própria família (aqui em casa todos detestam!).
Não se preocupe, mesmo brigando e te xingando, menosprezando sua cultura ao valor da sociedade, logo se acostumam.

- Isso é igual também para seus amigos e só depois para a vizinhança.

- Com amigos, a sacanagem com tua cara é bem descarada - claro que o 'viado', excêntrico e ridículo' será você, por um curto tempo. Uns te chamarão no canto para pedir informações...
Mas vá por mim, sempre terá um que admira. A diferença é que não falará isso pra ninguém.

- Ninguém vai te julgar por isso ou aquilo por causa da 'saia'. Talvez a 30 anos atrás sim!
Mas vá acostumando, todos olharão para você com olhos esbugalhados, sempre alguém vai te perguntar o porque você usa aquilo e te mandar encontrar a Jesus.

- Não ouvirá críticas diretas por perto, mas pode ter certeza que falarão, tanto para o bem quanto para o mal.

- É ainda um traje muito exótico para nossa sociedade, primeiro porque é novo e estranho, o que entra em afronta com a nossa cultura paternalista (não machista). Segundo: as pessoas admiram e começam a entender, pois é um traje que cai bem tanto de dia como na noite, não como a 'bermuda' que lembra 'sol, praia, desleixo'.
Cai bem com coturno, bota, sapato e tênis (porque não chinelo?) camiseta normal ou camisa social.

- Cai bem em qualquer balada, principalmente em Rockarias (bares de rock).

- Ótimo em dias de calor, nada mais leve e refrescante. Ao passo que você caminha, a perna é super ventilada e suas partes íntimas não suam tanto.

- Prepare-se: de tanto as pessoas te perguntarem onde 'comprou/conseguiu/onde mandou fazer' o tal kilt, você verá aí uma moda em ascensão e pensará em comercializar o traje.

(texto postado, mas poderá ser modificado.)


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Escutando: Fort Minor - "Where'd You Go!" - Só baixardo 4 Shared!
(ok, é a primeira vez que estou postando uma música pop, por aqui.
É legal o som, e daí?)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Vídeo - Tickle Me Emo

Assista:



"...Depois de Tickle Me e Tickle Me Extreme,
Acaba de Chegar a mais nova sensação em brinquedos:

Tickle Me Emo
(Depress-A-Me Street)


_Não me toque assim, você vai me machucar nesse jeito!

Tickle Me Emo é o boneco mais chato feito até o momento,
Ele fica deprimido sem qualquer motivo...
e depois disso, começa a dizer coisas sem nenhum sentido.

_Esta Vida é tão chata, talvez eu devesse morrer mesmo.
Não há esperança pra mim! Você entendeu? Não há esperança!

_Que boneco mais viado, porque meu pai deu esta merda?

Tickle Me Emo é como se fosse um garoto emo de verdade:
Quando não é ouvido, solta a franga!

_Eu te odeio! Eu te odeio! Eu te odeio!

_Eu odeio você também, não quero um boneco emo Gay!

Além de tudo, ele vem com um despositivo de suicídio em caso de Humilhação:

_Eu odeio minha vida, agora é o fim!

Tickle Me Emo - Em vendas nas piores lojas de brinquedos...

domingo, fevereiro 04, 2007

Snoopy tem cara de 'Final de Janeiro'.

http://tiras-snoopy.blogspot.com
visite

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Começa um novo Brasil - em Brasília

Parlamento de roupa nova
(Escrito por José Sarney, ex-presidente da República, senador e integrante da Academia Brasileira de Letras - Jornal JB no dia 02/02/07)

Ontem instalou-se uma nova Legislatura. Longe está o tempo em que esse fato não era tido como o exercício da rotina da democracia representativa. O Brasil atravessou o seu gargalo político com absoluta tranqüilidade e sabedoria. Muitas nações ainda patinam nessa direção, algumas com grande desenvolvimento econômico. A China em algum momento terá de confrontar-se com a liberdade política. Na antiga Cortina de Ferro, muitos países ainda têm hipotecas democráticas a pagar.

O Brasil foi a mais exitosa transição de saída de um regime autoritário para a plenitude democrática. Com tal vigor, com tamanha solidez, que nos tornamos uma grande democracia, com mais de 100 milhões de eleitores a votar sem problemas.

Instala-se a nova Legislatura com a posse dos deputados e de um terço do Senado. A Legislatura que se encerra não deixa saudades. Será lembrada sempre pelos inúmeros erros de alguns deputados, com fatos que jamais podíamos pensar que acontecessem e, revelados, causaram grande impacto na opinião pública e prejudicaram a imagem do Parlamento.

O Legislativo é sempre um grande alvo. Pode ser o pior possível, mais é melhor do que não ter nenhum. Em grande parte ele reflete a sociedade. É o único poder cujas decisões são tomadas abertamente, sob os olhos da nação. Por isso ele pode ser fiscalizado com maior rigor. Muitas vezes foi vítima de grandes violências. Foi fechado, o que nunca aconteceu com os outros poderes. Antigamente, pela força. Hoje, com a comunicação em tempo real, é alvo de violências de massa. Há alguns meses tivemos o episódio lamentável de depredação e invasão da Câmara dos Deputados. No Equador, o novo presidente instiga seu fechamento pelo povo, que a ocupa e destrói. Na Venezuela existe a Câmara unânime, que se reúne acocorada na rua para delegar seu poder de fazer leis ao presidente. Na Bolívia a situação não é diferente e o parlamento está sob pressão popular, a ameaçá-lo, ditando como deve comportar-se.

Mas a verdade é que o parlamento é o coração da democracia. Sem parlamento não existe democracia e com parlamento fraco a democracia é frouxa.

Que os novos parlamentares - e os que retornam - tenham a consciência dos seus deveres morais e de suas responsabilidades políticas. A instituição parlamentar, hoje, não está em crise: está totalmente destituída de respeitabilidade pública. A tarefa de restaurá-la é dos eleitos, mas de preservá-la é do povo. Quando o Parlamento não existe, as liberdades estão em risco. Não queremos que o nosso seja igual ao de Caracas, Quito ou La Paz. Nem queremos que seja como foi nos últimos quatro anos. Roupa nova e limpa é o que pede o país.